Glossário Técnico de Pranchas: entenda os principais termos de Bodyboard, Skimboard, Wakeboard, Wakesurf e SUP

admin outubro 20, 2026 • 8 min de leitura

Quem começa a pesquisar equipamentos para esportes aquáticos rapidamente encontra termos como shape, deck, slick, core, stringer, rocker, flex, tail e nose.

Para quem já pratica, muitos deles fazem parte da rotina. Para quem está escolhendo a primeira prancha, porém, entender esse vocabulário pode facilitar bastante a comparação entre modelos.

Este glossário reúne os principais termos relacionados ao bodyboard, skimboard, wakeboard, wakesurf e stand up paddle, explicando de maneira direta o que cada um significa e por que pode ser relevante.

Shape

Shape é o formato geral da prancha.

Ele envolve características como comprimento, largura, espessura, distribuição de volume, curvas e formato das extremidades.

O shape influencia a estabilidade, a velocidade, a manobrabilidade e a resposta do equipamento.

Por isso, duas pranchas com o mesmo comprimento podem apresentar comportamentos diferentes quando possuem shapes distintos.

Core

Core significa núcleo ou estrutura interna da prancha.

No bodyboard, por exemplo, o núcleo pode utilizar materiais como EPS, PP ou PE, dependendo da construção.

O core participa diretamente de características como peso, flutuação, flexibilidade e resistência.

Deck

Deck é a parte superior da prancha, onde o praticante apoia o corpo ou os pés, dependendo da modalidade.

No bodyboard, o deck entra em contato com o corpo do praticante. Em modalidades praticadas em pé, como skimboard e algumas configurações de wakesurf, a superfície superior precisa proporcionar apoio adequado.

Slick

Slick é a parte inferior de determinados bodyboards.

Ela fica em contato direto com a água e pode utilizar materiais desenvolvidos para favorecer deslizamento e resistência.

O tipo de slick pode influenciar a resposta da prancha e sua interação com a água.

Stringer

Stringer é um elemento de reforço estrutural utilizado em determinadas pranchas.

Ele pode contribuir para controlar a flexibilidade e aumentar a rigidez longitudinal do equipamento.

No bodyboard, por exemplo, alguns modelos utilizam stringers como parte da construção estrutural.

Rocker

Rocker é a curvatura longitudinal da prancha, observada principalmente da parte frontal até a traseira.

Uma alteração no rocker pode modificar a maneira como o equipamento entra em contato com a água.

Esse conceito aparece com mais frequência em discussões sobre pranchas de surf, wakesurf e outras modalidades, mas entender o termo ajuda a interpretar fichas técnicas e conteúdos especializados.

Flex

Flex significa flexibilidade.

É a capacidade da prancha de sofrer determinada deformação e retornar à sua forma original conforme as características do material e da construção.

A quantidade de flex pode alterar a resposta do equipamento durante a prática.

Não existe um nível de flex ideal para todas as modalidades. A característica adequada depende do projeto e da finalidade da prancha.

Nose

Nose é a parte frontal da prancha.

Seu formato varia de acordo com a modalidade e com a proposta do equipamento.

No bodyboard, por exemplo, o nose faz parte da geometria que influencia a posição do corpo e o comportamento da prancha na onda.

Tail

Tail é a parte traseira da prancha.

O formato da rabeta pode interferir no controle, estabilidade e resposta durante curvas e manobras.

Um exemplo encontrado na linha de bodyboard da Nomar é a Bat Tail, utilizada em modelos como a Extremebat Pro.

Bat Tail

Bat Tail, ou rabeta em formato de morcego, é um tipo específico de configuração traseira.

No bodyboard, esse formato pode aumentar o contato da parte traseira com a onda e contribuir para estabilidade e controle em determinadas situações.

A Nomar utiliza esse conceito em modelos Extremebat.

Pads

Pads são peças utilizadas para proporcionar apoio e aderência aos pés.

No wakeboard, eles ajudam a manter os pés posicionados sobre a prancha. Na linha Flow 139 da Nomar, existem versões com pads e versões com botas.

A escolha depende da preferência do praticante e da configuração desejada.

Botas

As botas são sistemas de fixação dos pés utilizados no wakeboard.

Elas oferecem um encaixe mais firme do que os pads, criando uma conexão mais direta entre praticante e prancha.

Para iniciantes, é importante entender que o sistema de fixação influencia a sensação de controle e a forma de interação com o equipamento.

Leash

Leash é o acessório responsável por conectar o praticante à prancha em modalidades nas quais esse sistema é utilizado.

No bodyboard, por exemplo, o leash normalmente é conectado ao braço ou ao punho.

Além de manter a prancha próxima após uma queda, ele reduz a possibilidade de o equipamento se afastar pela ação das ondas.

Conheça os acessórios para sua prática

Fibra de vidro

A fibra de vidro é um material utilizado em diferentes construções de pranchas.

Ela pode proporcionar uma combinação de resistência e desempenho, dependendo do projeto e dos demais materiais utilizados.

Na linha de skimboard da Nomar, existem modelos de 1,10 m e 1,32 m produzidos em fibra de vidro.

Carbono

O carbono é um material associado a construções que buscam características específicas de leveza, rigidez e desempenho.

No catálogo da Nomar, existe um modelo de skimboard profissional 1,32 m Double Carbon em resina epóxi.

Isso não significa que carbono seja automaticamente superior em qualquer situação. A escolha depende da finalidade e da construção completa.

Resina epóxi

A resina epóxi é utilizada em diferentes processos de fabricação de equipamentos esportivos.

No skimboard, pode fazer parte de construções que utilizam fibra de vidro ou carbono.

Suas propriedades devem ser analisadas em conjunto com o restante da estrutura da prancha.

SUP

SUP é a sigla de Stand Up Paddle.

É uma modalidade praticada em pé sobre uma prancha, utilizando um remo para deslocamento.

A escolha da prancha envolve fatores como peso, altura, nível de experiência e ambiente de prática.

Para iniciantes, estabilidade costuma ser uma característica especialmente importante.

Wakesurf

Wakesurf é uma modalidade praticada aproveitando a onda criada pela embarcação.

Uma diferença importante em relação ao wakeboard é o uso do cabo. No wakesurf, o praticante utiliza o cabo para entrar na onda e pode soltá-lo posteriormente, continuando a surfar na marola.

A Nomar possui modelos de wakesurf em diferentes propostas, incluindo versões Soft e em fibra de vidro.

Wakeboard

No wakeboard, o praticante é puxado pela embarcação por meio de um cabo enquanto permanece sobre a prancha.

A fixação dos pés é parte importante do equipamento, podendo ocorrer por meio de pads ou botas.

O tamanho e a estabilidade também devem ser considerados na escolha.

Skimboard

Skimboard é uma modalidade praticada principalmente em águas rasas.

O praticante lança a prancha sobre uma fina lâmina de água e desliza sobre ela em pé.

Por isso, o equipamento apresenta características diferentes de um bodyboard, tanto em formato quanto em finalidade.

Bodyboard

Bodyboard é uma modalidade em que o praticante utiliza a prancha apoiando principalmente o tronco sobre o equipamento.

O tamanho, o core, o slick, o deck, a rabeta e outros elementos da construção podem influenciar o desempenho.

Na Nomar, existem modelos destinados a crianças, iniciantes, praticantes intermediários e usuários que procuram maior desempenho.

Como esses termos ajudam na escolha?

Conhecer o vocabulário técnico não significa que você precisa dominar engenharia de materiais para escolher uma prancha.

A principal vantagem é conseguir interpretar melhor uma ficha técnica.

Quando você entende o que significa core, shape, tail, flex ou slick, fica mais fácil comparar dois equipamentos e identificar quais características realmente fazem sentido para seu nível.

O próximo passo é relacionar essas características à modalidade que você pratica.

Explore as pranchas por modalidade

Conclusão

Cada modalidade possui uma linguagem técnica própria, mas muitos conceitos se repetem entre diferentes tipos de prancha.

Shape, construção, materiais, flexibilidade, dimensões e sistemas de fixação são elementos que ajudam a explicar por que um equipamento apresenta determinado comportamento na água.

Ao conhecer esses termos, você consegue pesquisar com mais segurança, interpretar especificações e fazer comparações mais conscientes.

Na hora de escolher seu equipamento, consulte as características técnicas do modelo e considere sempre sua modalidade, nível de experiência e objetivo de uso.

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